02 julho 2014
Oie gente, hoje vim com um post diferente... "basicamente". Bom, eu vim falar aqui sobre mim... um assunto que envolve os meus sentimentos e tudo mais.
Bom, como mãe (bom, quem não é mãe, com o namorado, irmão, amiga, tanto faz podem ter isto), eu sinto uma "obsessão" pela minha filha. Então, andei pesquisando no google, e achei uma postagem bem "explicativa" para vocês.
O SÍNDROMA DA “MÃE GALINHA”
Embora impossível de quantificar, uma percentagem considerável de mulheres portuguesas satisfaz os critérios que nos permitem identificá-las como detentoras do chamado síndroma da “Mãe Galinha. Esta designação, assaz popular e na ausência de um termo técnico mais adequado, pretende caracterizar aquelas mulheres que amam demais e que exercem uma protecção exagerada sobre as pessoas que são geralmente o objecto do seu amor, os filhos.
A “mãe galinha” possui uma forte necessidade de amar, de ajudar, de cuidar, de educar, enfim, uma necessidade compulsiva de ser mãe. E há alguma coisa de mal nisto? Aparentemente não, até porque estas características são vistas mais como qualidades do que como defeitos e parecem satisfazer plenamente o ideal de mãe, fortemente implantado nas famílias tradicionais. O problema é que, como dissemos atrás, a “mãe galinha” ama demais, ama duma forma obsessiva e neurótica. Ela leva demasiado longe, ou demasiado a sério, o seu papel de mãe, porque não deixa espaço para que as pessoas,
objecto do seu amor, se realizem como pessoas autónomas e independentes. Inclusive, ela tem a tendência de amar o próprio marido e até os amigos com aquele amor maternal, sempre muito solícito, pronto a dar conselhos e a dar protecção. A mensagem que este tipo de mãe transmite ao filho é a seguinte: “Tu não podes viver sem mim. Tu precisas de mim. Tu não consegues ser nada sem mim, mas não te preocupes, eu estarei sempre ao teu lado para cuidar de ti, para te alimentar e para te proteger dos perigos do mundo”.
O que a “mãe galinha” não consegue ver é que esta mensagem, aceitável se o filho fosse uma criança, torna-se inaceitável e consiste num atestado de incompetência passado ao filho em idade adulta, porque lhe nega o direito de exercitar as suas capacidades, de enfrentar os riscos inerentes à vida e, em última análise, sabota-lhe o processo de desenvolvimento em termos psicológicos. Esta recusa, inconsciente, em efectuar o corte emocional definitivo do cordão umbilical, é originada por um amor castrador da liberdade de expressão, de acção e de escolha por parte do filho e resulta quase inevitavelmente num indivíduo com uma personalidade do tipo dependente: dependente do amor tóxico da mãe, como é óbvio, mas também com a possibilidade de se tornar dependente de determinadas substâncias igualmente tóxicas. Porém, a mensagem atrás referida contém um outro significado oculto. No fundo, o que a “mãe galinha” está a transmitir subtilmente ao filho é: “Não me abandones, nem me
negues o teu amor. Eu preciso desesperadamente de ti para me realizar como mãe. Eu preciso que tu precises de mim”. Nesta mensagem subliminar, e portanto nunca expressa duma forma explícita, encontramos aquilo a que alguns autores designam por “incesto emocional” e que, basicamente, consiste numa inversão de papéis, na medida em que é a criança que passa a nutrir a mãe. Consideremos o caso de Dália (nome fictício). Ao sentir que as suas necessidades emocionais não eram plenamente satisfeitas pelo marido, decidiu satisfazê-las à custa do filho, dedicando-se inteiramente a ele. Ao investir emocionalmente na vida do filho, Dália procura desesperadamente realizar-se como mulher, como mãe e como esposa sem nunca se esquecer de fazer a respectiva cobrança. Dália, como todas as “mães galinha”, orgulha-se da sabedoria que possui, dos sacrifícios que faz, das privações que sofre, dos prazeres a que renuncia para poder amar, nutrir, e cuidar do filho e não se coíbe de lhos mencionar, quando este se torna indiferente ao seu amor ou quando falha em alguma coisa: “Estás a ver? Eu não te disse? Tu bem sabes que a mãe só quer o teu bem e deves sempre fazer o que eu te digo”. Outras vezes retrai-se zangada, ferida, amuada, porque se sentiu injustiçada, podendo desenvolver um quadro clínico depressivo. Esta cobrança de sentimentos, faz com que, por um lado, o filho se sinta culpado e volte a corresponder aos insaciáveis afectos maternos estabilizando de novo o sistema, mas por outro lado, faz com que mãe e filho reforcem automaticamente os laços de dependência mútua fechando-se hermeticamente num ciclo vicioso repetitivo e, portanto, sem solução. Ao confrontarmos esta mãe, procurando sugerir-lhe que o seu amor talvez seja excessivo e que o seu investimento emocional no filho talvez seja prejudicial para ambos, ela desarma-nos imediatamente ao responder: “Então não hei-de amar o meu filho? O amor nunca é de mais. Uma boa mãe tem que amar.” Infelizmente, a “mãe galinha” é incapaz de estabelecer limites, de demarcar a fronteira entre um amor saudável, firme, equilibrado e um “amor” exagerado, neurótico, servil, absorvente e insaciável.
O amor, em qualquer tipo de relação, precisa de aceitar o outro tal como é, de respeitar a sua individualidade e de lhe dar espaço, para que ele construa o seu próprio destino num clima de liberdade e sem constrições sufocantes.
Bom, como mãe (bom, quem não é mãe, com o namorado, irmão, amiga, tanto faz podem ter isto), eu sinto uma "obsessão" pela minha filha. Então, andei pesquisando no google, e achei uma postagem bem "explicativa" para vocês.
O SÍNDROMA DA “MÃE GALINHA”
Embora impossível de quantificar, uma percentagem considerável de mulheres portuguesas satisfaz os critérios que nos permitem identificá-las como detentoras do chamado síndroma da “Mãe Galinha. Esta designação, assaz popular e na ausência de um termo técnico mais adequado, pretende caracterizar aquelas mulheres que amam demais e que exercem uma protecção exagerada sobre as pessoas que são geralmente o objecto do seu amor, os filhos.
A “mãe galinha” possui uma forte necessidade de amar, de ajudar, de cuidar, de educar, enfim, uma necessidade compulsiva de ser mãe. E há alguma coisa de mal nisto? Aparentemente não, até porque estas características são vistas mais como qualidades do que como defeitos e parecem satisfazer plenamente o ideal de mãe, fortemente implantado nas famílias tradicionais. O problema é que, como dissemos atrás, a “mãe galinha” ama demais, ama duma forma obsessiva e neurótica. Ela leva demasiado longe, ou demasiado a sério, o seu papel de mãe, porque não deixa espaço para que as pessoas,
objecto do seu amor, se realizem como pessoas autónomas e independentes. Inclusive, ela tem a tendência de amar o próprio marido e até os amigos com aquele amor maternal, sempre muito solícito, pronto a dar conselhos e a dar protecção. A mensagem que este tipo de mãe transmite ao filho é a seguinte: “Tu não podes viver sem mim. Tu precisas de mim. Tu não consegues ser nada sem mim, mas não te preocupes, eu estarei sempre ao teu lado para cuidar de ti, para te alimentar e para te proteger dos perigos do mundo”.
O que a “mãe galinha” não consegue ver é que esta mensagem, aceitável se o filho fosse uma criança, torna-se inaceitável e consiste num atestado de incompetência passado ao filho em idade adulta, porque lhe nega o direito de exercitar as suas capacidades, de enfrentar os riscos inerentes à vida e, em última análise, sabota-lhe o processo de desenvolvimento em termos psicológicos. Esta recusa, inconsciente, em efectuar o corte emocional definitivo do cordão umbilical, é originada por um amor castrador da liberdade de expressão, de acção e de escolha por parte do filho e resulta quase inevitavelmente num indivíduo com uma personalidade do tipo dependente: dependente do amor tóxico da mãe, como é óbvio, mas também com a possibilidade de se tornar dependente de determinadas substâncias igualmente tóxicas. Porém, a mensagem atrás referida contém um outro significado oculto. No fundo, o que a “mãe galinha” está a transmitir subtilmente ao filho é: “Não me abandones, nem me
negues o teu amor. Eu preciso desesperadamente de ti para me realizar como mãe. Eu preciso que tu precises de mim”. Nesta mensagem subliminar, e portanto nunca expressa duma forma explícita, encontramos aquilo a que alguns autores designam por “incesto emocional” e que, basicamente, consiste numa inversão de papéis, na medida em que é a criança que passa a nutrir a mãe. Consideremos o caso de Dália (nome fictício). Ao sentir que as suas necessidades emocionais não eram plenamente satisfeitas pelo marido, decidiu satisfazê-las à custa do filho, dedicando-se inteiramente a ele. Ao investir emocionalmente na vida do filho, Dália procura desesperadamente realizar-se como mulher, como mãe e como esposa sem nunca se esquecer de fazer a respectiva cobrança. Dália, como todas as “mães galinha”, orgulha-se da sabedoria que possui, dos sacrifícios que faz, das privações que sofre, dos prazeres a que renuncia para poder amar, nutrir, e cuidar do filho e não se coíbe de lhos mencionar, quando este se torna indiferente ao seu amor ou quando falha em alguma coisa: “Estás a ver? Eu não te disse? Tu bem sabes que a mãe só quer o teu bem e deves sempre fazer o que eu te digo”. Outras vezes retrai-se zangada, ferida, amuada, porque se sentiu injustiçada, podendo desenvolver um quadro clínico depressivo. Esta cobrança de sentimentos, faz com que, por um lado, o filho se sinta culpado e volte a corresponder aos insaciáveis afectos maternos estabilizando de novo o sistema, mas por outro lado, faz com que mãe e filho reforcem automaticamente os laços de dependência mútua fechando-se hermeticamente num ciclo vicioso repetitivo e, portanto, sem solução. Ao confrontarmos esta mãe, procurando sugerir-lhe que o seu amor talvez seja excessivo e que o seu investimento emocional no filho talvez seja prejudicial para ambos, ela desarma-nos imediatamente ao responder: “Então não hei-de amar o meu filho? O amor nunca é de mais. Uma boa mãe tem que amar.” Infelizmente, a “mãe galinha” é incapaz de estabelecer limites, de demarcar a fronteira entre um amor saudável, firme, equilibrado e um “amor” exagerado, neurótico, servil, absorvente e insaciável.
O amor, em qualquer tipo de relação, precisa de aceitar o outro tal como é, de respeitar a sua individualidade e de lhe dar espaço, para que ele construa o seu próprio destino num clima de liberdade e sem constrições sufocantes.
Bom, acho que vocês devem ter entendido basicamente o quê é. Agora irei falar como me sinto e como me dei conta com esse "problema".
Assim, como nos post de 50 fatos sobre mim eu havia dito à vocês que eu sou uma mãe muito ciumenta, e como eu tenho um ciúmes doentio/possessivo/obsessivo eu acabei criando um "laço" vamos dizer de apego com a minha filha e hoje vejo que é coisa de mãe sim, mas eu me apeguei tanto aquela princesa linda da mãe, que eu acabei deixando fluir, e agora eu estou com esse problema. Posso confessar neste momento que não está sendo fácil estar sem ela aqui, eu também confesso que estou chorando e com um sentimento de "raiva" vamos dizer no coração, e eu não queria estar sentindo isso. Apesar que eu teria que me acostumar porque quando eu tiver meu filho terei que "deixá-la" pra ir para a maternidade, só que eu estou vendo que não será nada fácil.
Eu sinto que nunca me apeguei tanto assim com uma pessoa como me apeguei à ela, sabe, eu não deixo ninguém levá-la pra sair se eu não for, e hoje, meu pai levou ela pra ir buscar a minha mãe e confesso que quando ele disse "não fica aí" isso me deu uma raiva ENORME... eu sei, não deveria estar assim, afinal ninguém irá roubá-la de mim, mas afinal é uma coisa de mãe.
Só quem sente sabe o quê é estar passando por isto.
Tanto que quando minha irmã pediu esses tempos atrás para levá-la na casa dela (sem mim) não demorou nem um segundo e minha resposta já foi direta, reta, e absoluta "NÃO!" e sei lá, eu penso assim, não deveria ter feito isso. E também quando ela pediu que deixasse levá-la de encontro com a minha mãe e minha resposta também foi a mesma, e adivinha o que aconteceu.... chegamos a discutir uma com a outra, e não me arrependi, e não me arrependo disso até hoje.
Eu acho assim, que eu deveria procurar uma psicóloga e me "tratar", mas com certeza, deixar minha filha sair nem um centímetro perto de mim eu não deixarei, e se quiser levar ela em algum lugar TERÁ que me levar junto, senão ela não irá.
E sei que quando meu filho nascer será assim também... mas vamos ver né gente rs. Tomará que até lá melhore esses sentimentos.
Bom, vocês devem estar me achando louca né gente, mas eu me sinto assim e decidi compartilhar para vocês... até o próximo post.
Beatriz Silva ♥
Marcadores:maternidade,O assunto é!,Tema livre
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